Odir, de
passagem
Pra que me resguardar de ser
afouto,
se passa o tempo sem que eu saiba
nada?
Das rimas somos sempre o
valhacouto
seguimos da poesia a mesma
estrada.
Aos sonetos sondando como um
douto,
cuidando que a saudade não o
invada,
somente agora sei que
ZzCouto
junta os anos em data
festejada!
E as cores de meu
contentamento?
Dos aplausos de agora o que é que
faço,
se me perdi das contas do
momento?
Restou-me, ZzCouto, esse
embaraço
de lhe mandar um beijo pelo
vento,
de pelo vento lhe mandar
abraço!
JPessoa,
12.03.2011