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Ivan Jubert Guimarães
11/03/2011
Gostaria de saber tua idade
real.
Não, por favor, não me
interpretes mal.
Não quero tua idade de agora,
Quero saber a idade de outrora,
De teu primeiro nascer.
E por que quero saber?
Pode parecer loucura,
Mas vejo em ti tanta doçura
Que é impossível que sejas moça.
Cá entre nós, que ninguém nos
ouça:
Somente um ser já bem vivido,
Pode alcançar um nível tão
evoluído
De bondade, simpatia e amizade,
Um coração de solidariedade,
Uma compreensão adulta,
Uma mente aberta e culta.
Quantos anos tens minha bela?
Mil? Dois mil? Cinco mil? Haja
vela!
A beleza que carregas contigo
Não é de hoje, é caso antigo.
Ela vem sendo aperfeiçoada,
Com uma elegância refinada
Própria daqueles que se dão,
Que se importam e que sentem
emoção.
Dize-me tua verdadeira idade,
Seremos amigos na eternidade?
Ou a nós resta apenas a vida
deste plano?
Não acredito. Deus não seria
assim insano
Que Ele me perdoe pela blasfêmia
proferida,
Mas é que passei quase toda
minha vida,
Neste plano, desde que eu era
criança,
E sempre conservando a esperança
De um dia encontrar a criatura
Que tornasse minha alma pura.
Será que mais uma vida irá se
passar
Sem que eu consiga realizar
O sonho que trago guardado no
peito
E que o destino tornou desfeito?
Numa época de tanta tristeza
Em que se destruiu toda beleza,
Em que o mundo se aproxima do
fim,
Por que agora recai sobre mim
A incerteza de algo que já sei
E o gosto de lábios que nunca
beijei?
E no dia em que és
aniversariante,
Eu como um pobre recitante,
Que ignora quantos anos tens,
Só quero dizer-te amiga:
Parabéns!
Ivan Jubert Guimarães
Direitos reservados ao autor
Musica: Andre Rieu - Valsa de
Aniversário
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