LACRE

Analuz Sangiorgi
Zz Couto


Sabemos nós,
dos presentes passados,
dias muito trabalhados,
noites mal resolvidas,
sorrisos falseados,
eternos murmúrios,
em doídos lamentos.

Sabemos nós,
de tremores na alma,
névoas na mente,
suspiros vãos...
Lágrimas sentidas que
a razão acalma,
sofrimentos então.

Foi-se o tempo da verdade,
chegou-se ao mundo dos enganos.
Tanta criatividade perdida
escritos mal motivados,
e essa corrente,
que o lacre não perde,
mantendo-nos no longe perto,
nada disso faz bem,
nem é certo...

Foi-se o tempo...
Incompleto, desamparado,
devastado e desnudo,
qual natureza nua,
de sonhos pálidos e vividos,
que a razão acalma,
num poetar lacrado,
compartilhado...
Que pelo tempo irá.


03/01/09

 

 

 

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