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DIANTE DO ESPELHO
ZzCouto
Olho a repetição
do que ainda resta do
meu próprio ser
e vejo a verdade,
das verdades de muitos nadas,
para olhar todo o nada...
Olho, e constato,
em insones madrugadas,
palavras sábias de brilho branco
que vem do nada,
buscando caminhos de idéias
sequer tentados,
numa carência de ter querido
muito mais amar,
para não chorar...
Olho, e sinto a tua falta
a qualquer lembrança,
ao imaginar-te tão perto de mim,
a buscar em vão o teu rosto,
no indefinível da multidão,
com a minha voz silenciada,
clamando perdão.
Olho, e no fim de qualquer destino
que percorrer pudesse,
crendo tivesse alguma coisa encontrado,
num espelho de vidro quebrado,
refletindo o nada,
pendurado na parede do meu
quarto iluminado...
20/11/08 |